30 de março de 2006

agora.aqui.mais.do.que.nuca

Eu aqui!
Agora mais do que nuca
Lambe meu pescoço?
Pega na minha mão, me pede um beijo
Me chama de teu agora mais do que nunca
Lambe meu pescoço, lambe minha nuca

A vida, se é mesmo essa coisa maluca
É pra levar do jeito que vem
Coloca um som da Elza Soares
Me chupa do cóccix até o pescoço
Agora fala que eu sou teu homem
Esquece meu nome, me chama de moço
Rapaz, esboço, inconclusão de pensamentos

Vai, se ponha dentro
E depois sai...
Vai, vai ver o vento que eu já nem sou mais daqui
Aqui agora ainda sou teu e você nem percebe
E eu vou embora e você nem me pede pra ficar

Agora aqui mais do que nunca
Nunca esqueça de que agora não volta e eu não fui,
Tô aqui, pronto, vem, vem, vem...
Vem me lamber...
Vem fazer um harém monogâmico
Vem tornar meu dia feliz
Meu ser dinâmico
Meu desejo atômico
Meu sexo atônito

Des-rima meu poema
Desritmisa meu compasso
Aperta meu desejo de encontro ao seu
Me envolve num laço
Faz desse desejo de querer tua boca algo mais do que um poema

Espanque tremas, vírgulas, ansiedades e respirações
Acabe com a gramática e com as indecisões se as tiver
Aqui, agora, mais do que nunca
Tem uma nuca que ter quer

Um comentário:

Nathália disse...

Falando sobre o post anterior, adoro havaianas, mas não me senti a vontade de comentar sobre o texto...
Agora sobre esse...é o muito bem explicado (diga-se de passagem) "me joga na parede e me chama de lagartixa"..
Adorei...
Bjs