13 de março de 2006

O outro lado da moeda

Foi ontem! Minto! Foi ainda agora... Sei lá... Parece que faz questão de minutos, quando na verdade já fazem três meses que estive do outro lado da estória, querendo saber as razões das outras pessoas, querendo motivos, laudos, perícia, tese sobre o fim, sobre a reticência da nossa relação. Eu, cheio de ideais e vontades e você, ralentando via telefone, me enganando pulso a pulso... Não me contive: chorei, sofri e até hoje não cheguei à conclusão alguma! Pois agora do outro lado da linha o atendente sou eu; quase um profissional de telemarketing. Alô? Pois não. Sim, não, é, "vamos estar agendando" o nosso encontro. Eu me vejo do outro lado da moeda e tudo faz mais sentido. Ok, foi legal, foi legal mas eu não quero mais beijar você, não quero ir pra cama contigo, a coisa termina aqui. Desliga por favor? E nada. Insistem e eu sem jeito... Das duas uma: Ou me ganham na insistência ou perdem por aborrecimento excessivo. O pior - ou melhor - de tudo é que sei como é ser a pessoa que atende os telefonemas e tudo agora faz sentido. Mas eu confesso: não consigo perdoar por isso. Eu ligo pra tudo mesmo, fazer o quê?!

Um comentário:

Nathália disse...

Não sei da história, mas certos acontecimentos são mesmo difíceis de acreditar, certas atitudes difíceis de perdoar...
E com o tempo, o perdão surge, ou pelo menos 1 explicação plausível pro que passou aparece e acalma os sentimentos...
Passei por 1 situação "imperdoável" ano passado, e sofri bastante com isso...mas com o tempo, e a ausência, passou (ou ainda está passando) mas o tempo sempre vai ser 1 bom amigo...
Bjs