2 de fevereiro de 2007

A solução para o Rio de Janeiro é...

Rio de Janeiro, Copacabana - Seis da tarde, caminhando no calçadão com um amigo encontro um casal amigo e sentamos na mesa do quiosque... Dois minutos depois: Tio me dá uma moeda? Dois minutos depois: A latinha tá vazia? Dois minutos depois: Ameeeendoim... Dois minutos depois: Tio me dá uma moeda? Dois minutos depois: Tio me dá um gole? Dois minutos depois: A lata tá vazia?

Já visualizo o nome de um novo filme: MORADORES INTERROMPIDOS ou TURISTAS INTERROMPIDOS... Que saco...

Dai eu paro pra pensar... Violência, moradores de rua, Força Nacional de Segurança, Governador novo, novos "velhos" deputados... Muda alguma coisa?

A questão é: A classe média carioca, principalmente aqui da Zona Sul, acha que problema de violência se resolve com polícia. Dai ficam indignados quando algum desses pivetes pedintes comete um assalto. Querem bater, matar, linchar... Esperam que essa gente toda desocupada nas ruas vai virar o que? Médico?

Eles não bebem Ades, não frequentam o Roxy, nunca foram na Casa Laura Alvim... E a polícia não pode deter uma legião de desassistidos... Não que beber Ades significa política social, é apenas uma metáfora boba, como o nome dos filmes... A própria polícia é uma entidade falida. Os deputados, a política. A solução para o Rio de Janeiro é deixar o Rio de Janeiro. Nada vai mudar na casa de noca... Anote e confira.

Falando nisso, vou acompanhar de perto o Rio Body Count, que é um site que conta o número de mortos e feridos na nossa guerra particular. Inspirado no Iraq Body Count, site de uma ONG que conta o número de mortos e feridos na guerra do Iraque. Não vai ser surpresa nenhuma ler que aqui se morre mais do que lá... E o povo nem aí... Parece bobo, infantil, anárquico, mas porra... Chegou a hora das pessoas pararem isso aqui. Parar mesmo! Todas empresas, funcionários, escolas... Vamos pra porta do Palácio Guanabara, vamos aonde for... Não dá mais gente... As estatísticas são pavorosas, assustadoras... A realidade disso está tão perto que ninguém vê, ou finge que não vê.

A pergunta é: E AGORA? O QUE FAZER?

Eu vou pedir asilo (falando sério) em outro país. Levo todas estatísticas daqui , mostro no consulado e peço asilo pois minha cidade está em Guerra Civil. Se aqui se morre mais do que na guerra do Iraque, não tenho eu motivos fortes pra requerer asilo? Bem capaz de darem. Vai ser um teste, se rolar vou divulgar aqui e na imprensa.

2 comentários:

Marcelo disse...

A idéia do pedido de asilo daria oq falar mesmo...rs. O fato é que não se vê solução pro Rio, infelizmente. O carioca, no fundo, é um cabeça-dura que insiste na cidade. Quem pode nos culpar?


P.S: encontrei seu blog por acaso e gostei bastante.

David Lima disse...

seja bem-vindo :)