12 de janeiro de 2007

anti.

Todo mundo fica preocupado como vai soar qualquer palavra que saia de teclados moribundos. Todo mundo fica achando que alguém vai achar uma coisa que nem quem escreveu, o próprio, achou. Tamanha preocupação em torno de que? Hoje eu acordei anti... Não consegui achar sentido pras coisas e fiquei divagando, pensando, imaginando os fatos e o valor que tem lutar por eles... Achei que estava tudo complicado mesmo, como a frase que escrevi anteriormente... Preciso diluir a vida pra tomar doses homeopáticas, mas o que tem acontecido é o contrário. Um antibiótico diluiu as fezes, o banheiro soube da merda que deu... É nojento, uns param de ler, outros acham engraçado, terceiros se preocupam se estou mesmo bem. Agora eu estou, depende do ponto de vista. Isso sempre. Não! Não quero ser apresentado à ninguém. Cansei de dizer meu nome, quanto visto, do que gosto, o que faço, pra onde vou, de onde vim, aonde comprei... Nem responder elogios hoje eu quero... De onde vem mesmo essas palavras que as pessoas jogam boca afora como se o dicionário mentisse seus significados... euteamo, que balela contemporânea. É preciso, antes de tudo, antes de querer compreender a vida, desistir do romantismo bobo, do romantismo novelístico, do romantismo "script perfeito de comédia americana"... Meu anti, meu desentendimento com a vida hoje é que eu não consigo enxergar alguém que valha o tempo e o esforço... Tô anti. pático, tetânico, biótico.

Um comentário:

Alexandre Damasceno disse...

Pois é, tem dia que a gente só quer pôr uma fantasia de pedra ou pendurar uma plaquinha no pescoço, onde se lê 'Não estou'. Nesses dias a gente evita até falar sozinho para não puxar conversa (discutir consigo mesmo é preju na certa, não dá pra dissimular...). Ainda bem que passa. Aí você deixa o anti(pático) encontrar o antí(doto). E vida que (per)segue.